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sábado, 23 de setembro de 2017

JOÃO CALVINO E O CASO DOS CARTAZES DE 1534 OU O CASO DOS PLACARDS

Em 18 de outubro de 1534, a história do protestantismo francês viveu um dos seus momentos mais tensos: a disputa dos placards (paineis ou cartazes). Os placards, de 37cm por 25cm, afixados em vários locais, criticavam a celebração da missa tal como ela era realizada oficialmente pela igreja católica. O ano de 1534 foi o da criação da Companhia de Jesus e da organização do papa Paulo III, que viria a excomungar o rei Henrique VIII, o criador da Igreja Anglicana. Calvino ajudou seus conterrâneos picardos Antonie Marcout e Fefevre d´Etaples a espalhar os cartazes em algumas cidades próximas a Paris condenando a missa como blafematória. Os placards foram vistos em Paris, em Orleans e até em Amboise, onde residia o rei Francisco I. Estava decretada a perseguição aos reformados. Os protestantes pregaram proclamações contra a missa até na própria porta do rei, no Castelo de Amboise. Até então, o rei francês Francisco I tinha mostrado muita abertura de espirito, sem hesitar aliar-se aos protestantes da Alemanha ou ao sultão. Em represaria ao que ficou chamada affaire des placards, ordenou a caça aos heréticos. Depois de anos de trégua, a intolerância religiosa recomeçaria.

JOÃO CALVINO E A PSYCHOPANNYCHIA

Em 1534, Calvino escreveu o seu segundo livro, que foi também o primeiro sobre religião. Chamaou-se "Psychopannychia", palavra que deriva do grego e que significa: "A vigília da alma". A tradução francesa "Psychopannychia, un traité sur le sommeil de l'âme" ("A vigília da alma - contra o sono da alma") introduziu a frase "sono da alma" como uma descrição crítica da crença na mortalidade da alma, ou "mortalismo cristão", que foi ensinada por Martinho Lutero, entre outros. É um livro relativamente pouco conhecido, em comparação com as outras obras de Calvino. Calvino fez uma crítica severa aos anabaptistas, que acusou de serem uma seita tresmalhada. O livro colocou questões teológicas, mais do que oferecer respostas. Calvino, nos seus 24 anos de idade, estava em processo de busca. Defendeu nessa obra a imortalidade da alma. O título completo era: "Psychopannychia - tratado pelo qual se prova que as almas permanecem vigilantes e vivas uma vez que tenham deixado os corpos, o que contraria o erro de alguns ignorantes que sustentam que elas dormem até ao último momento" - o que é, também, um ataque aos anabaptistas. Apesar de escrito em 1534, o livro foi apenas publicado em 1542.

JOÃO CALVINO E O DISCURSO DE NICOLAS COP

Em 1 de novembro de 1533, o novo reitor da Universidade de Paris, o humanista Nicolas Cop, proferiu um discurso de abertura do ano lectivo na Igreja dos Franciscanos, em Paris, frente aos mais altos representantes das quatro faculdades: Teologia, Direito, Medicina e Artes. O seu discurso fazia eco de temas facilmente associados à nova teologia da reforma. Nesse discurso, Nicolas fez, particularmente, o paralelismo entre a perseguição aos primeiros cristãos e a que ocorria agora, século XVI, na França, e que visava os cristãos protestantes. Argumentava: Não eram também chamados de heréticos os primeiros seguidores do cristianismo? O resultado foi a perseguição do próprio Nicolas Cop, que teve de se refugiar em Basileia. Simultaneamente, João Calvino fugia também de Paris. O seu quarto no Collège de Fortet foi revistado, e seus papéis e correspondência foram confiscados. Calvino encontrou refúgio em Angoulême, em casa do seu amigo Du Tillet. Não foi até hoje esclarecido completamente o que se passou. Encontrou-se, contudo, em Genebra, um fragmento do discurso de Nicolas Cop, escrito pela mão de Calvino. O documento original completo encontra-se em Estrasburgo. Foi levantada a tese de que Calvino poderia, pelo menos, ter participado na elaboração do discurso. Calvino permaneceu em Angoulême até abril de 1534, altura em que se dirige a Nérac, onde se encontra com Lefèvre d'Étaples. Regressa depois a Noyon, onde em maio de 1534 renunciou às suas "benefices". Voltou, então, a Paris e a Orleães.

JOÃO CALVINO E A VIDA EM ORLEÃES

Em 1529, pouco antes de atingir os vinte anos de idade, a vida de Calvino sofreu uma súbita viragem. Vindo inicialmente para Paris com uma renda anual concedida pela Igreja, com o fim de estudar Teologia, soube que o pai havia mudado de planos em relação ao seu futuro e queria então que ele seguisse com estudos de Direito. A "ciência das leis torna normalmente ricos aqueles que se debatem com ela", referia o seu pai (ele próprio um advogado do bispado), segundo as próprias palavras de Calvino. Cumpriu a vontade do pai e foi estudar Direito em Orleães, mas nunca deixou de preferir a teologia. Como disse mais tarde: "Se Deus me deu forças para que eu cumprisse a vontade de meu pai, determinou ele pela providência oculta que eu tomasse finalmente um outro caminho" (o da Teologia). Inicialmente Calvino preparava-se para ser padre, enveredaria pelo estudo do Direito, mas acreditava que Deus o havia trazido de novo ao caminho da Teologia. O biógrafo francês de Calvino, Bernard Cottret, escreveu: "Direito e leis: Calvino, o teólogo, é no fim, também, Calvino, o jurista. O seu pensamento fica marcado pela austeridade, a adstringência e a geometria da lei, pelo seu fascínio ou aspiração a ela. No início do século XVI assiste-se no Direito a uma verdadeira revolução. A retórica de Cícero tomou a primazia sobre a filosofia medieval, que se sustentava nos seus silogismos. Com a interpretação de textos jurídicos, Calvino tomou contacto pela primeira vez com a Filologia humanista". O humanismo e o renascimento são, pois, os movimentos culturais que o influenciaram em primeiro lugar. Em Orleães, Calvino foi influenciado pelo seu professor Pierre de l'Estoile. Em 1529, dirigiu-se também a Bourges, para assistir a aulas do famoso professor de direito italiano Andrea Alciati, onde também assistiu a aulas do alemão Gräzist Wolmar, que o entusiasmou pela literatura grega da antiguidade. Em 1529, Louis de Berquin foi queimado vivo em Paris, numa altura em que o rei, Francisco, estava fora da cidade. Em 1531, Calvino, num prefácio ao livro de um amigo, tomou partido pelo seu professor Pierre de l'Estoile num texto que explorava a disputa entre este e Andrea Alciati, talvez por lealdade e nacionalismo. O que prova que o Calvino de 1531 ainda não é um reformador mas, acima de tudo, um humanista. Neste mesmo ano morre o pai, Gerard Cauvin. Calvino vai a Bourges, a Orleães e regressa de novo a Paris, onde se instala em Chaillot.Em 1532, foi doutorado em Direito em Orleães. O seu primeiro trabalho publicado foi um comentário sobre o texto do filósofo romano Séneca "De Clementia". Calvino cobriu os custos da publicação do livro com dinheiro do seu próprio bolso. Aos 23 anos era já um famoso humanista, seguindo os passos de Erasmo de Roterdão, que também escreveu sobre Séneca nestes anos. Em "De Clementia" não há da parte de Calvino uma alusão explicitamente religiosa. É antes uma obra que reflecte o estoicismo de Séneca e a predestinação no sentido estoico. Séneca escrevera o texto como forma de apelar Nero à moderação e à razão. Até 1532 não há, como se viu, qualquer indício de que Calvino tenha aderido à nova fé - nos seus diferentes focos e graus que surgem pela Europa - onde o luteranismo surge como um movimento mais moderado e os anabaptistas como uma força mais radical. A conversão de Calvino ao protestantismo permanece envolta em mistério. Sabe-se apenas que ela se deu entre 1532 e 1533 (Calvino tem 23 ou 24 anos). Um texto escrito por Calvino em 1557 como prefácio ao seu comentário sobre os salmos oferece-nos alguns parcos pormenores: "Após tomar conhecimento da verdadeira fé e de lhe ter tomado o gosto, apossou-se de mim um tal zelo e vontade de avançar mais profundamente, de tal modo que apesar de eu não ter prescindido dos outros estudos, passei a ocupar-me menos com eles. Fiquei estupefacto, quando antes mesmo do fim do ano, todos aqueles que desejavam conhecer a verdadeira fé me procuravam e queriam aprender comigo - eu, que ainda estava apenas no início! Pela minha parte, por natureza algo tímido, sempre preferi o sossego e permanecer discreto, de modo que comecei a procurar um pequeno refúgio que me permitisse recolher dos Homens. Mas, pelo contrário, todos os meus refúgios se tornavam em escolas públicas. Em resumo, apesar de eu sempre ter pretendido viver incógnito, Deus guiou-me por tais caminhos, onde não encontrei sossego, até que ele me puxou para a luz forte, contrariando o meu carácter, e como se costuma dizer, me colocou em jogo. E, na verdade, deixei a França e dirigi-me para a Alemanha para que ali pudesse viver em local desconhecido, incógnito, como sempre tinha desejado." Note-se que a França e Alemanha não existiam no sentido de hoje, como estados, mas sim em termos de zonas de língua francesa ou alemã. Entretanto, o papa Clemente VII pressionava o rei de França a reprimir os protestantes franceses. Em bulas de 30 de agosto de 1533 e de 10 de novembro do mesmo ano, o papa exortava à "aniquilação da heresia luterana e de outras seitas que ganham influência neste reino". Os dois encontraram-se, então, nesse mesmo ano, em Marselha, onde discutiram entre outras coisas a "guerra contra os turcos, lá fora, e a repressão das heresias cá dentro".

JOÃO CALVINO E A TRANSFERÊNCIA A PARIS

Em 1521, com doze anos, João Calvino ganhou o direito a uma "benefice", ou seja, um rendimento anual que era concedido a elementos e familiares da hierarquia da igreja. No seu caso, consistia numa determinada quantia anual de cereais pagos por uma comunidade de La Gésine.[4] Em 1521 ou 1523 (data incerta) o pai enviou-o a Paris. Terá provavelmente vivido inicialmente com o tio Richard, na zona de Sain-Germain-l'Auxerrois. Calvino começou por frequentar o Collège de la Marche, onde foi aluno de Maturin Cordier, um grande pedagogo do tempo. Estabeleceu, aí, amizade com as crianças da família d'Hangest, do bispo de Noyon, que se assumia, de certa forma, como protector da família Cauvin. Os seus amigos eram Joachin (Joaquim), Yves (Ivo) e Claude (Cláudio), a quem mais tarde dedicaria o seu comentário a "De Clementia" de Séneca, um autor conhecido pelo seu estoicismo. Foi, de seguida, admitido no Collège Montaigu, uma escola de má reputação, conhecida pela sua rigidez, pelas sovas e má comida. A lista de professores em Montaigu, nesta época, incluía o espanhol Antonio Coronel e o escocês John Mair (que foi professor de Inácio de Loyola), mas não há provas definitivas de que eles tenham sido professores de Calvino. Em fevereiro de 1525, o rei francês Francisco I foi encarcerado temporariamente em Pavia, na Itália pelas tropas do imperador Carlos V. Com a intervenção do papa Clemente VII a favor de Francisco, a influência papal junto do rei de França aumenta consideravelmente. Numa bula de 17 de maio de 1525 dirige-se a Francisco para que tome providências contra o crescente número de "blasfemos" em França e contra os ataques a imagens religiosas. Em 1 de junho de 1528, teve lugar em Paris o caso da Rue des Roisiers. Uma figura de madeira situada nessa rua (uma madona) foi decapitada por desconhecidos. O rei reagiu de forma veemente, organizando procissões, que passaram a ser repetidas anualmente. O incidente ainda era lembrado no século XIX.

JOÃO CALVINO E A FAMÍLIA

O avô de João Calvino morava nas proximidades de Noyon. Teve três filhos: Richard, que foi serralheiro e se instalou em Paris, Jacques, igualmente serralheiro e, finalmente, Gérard Cauvin, pai de João Calvino, que foi aquele que talvez mais se destacou dos três, tendo feito carreira em Noyon como funcionário administrativo. Gérard Cauvin estabeleceu-se em Noyon em 1481. Foi inicialmente notário da catedral. Seria, depois, representante do bispado de Nyon; mais tarde, funcionário relacionado com a cobrança de impostos e, finalmente, o promotor (representante) do bispado, antes de entrar em conflito com este. Faleceu em 1531 após uma disputa com o bispado, pela qual foi excomungado. A mãe de Calvino, Jeanne Le Franc, de seu nome de solteira, era filha de um dono de uma hospedaria em Cambrai, que tinha enriquecido. Jeanne faleceu em 1515, quando João Calvino tinha apenas 6 anos de idade.[3] Gérard e Jeanne tiveram cinco filhos: Patricia [carece de fontes] Charles (Carlos) - o mais velho, foi padre. Morreu em 1536. João Calvino. Antoine (Antônio) - iria mais tarde viver em Genebra, junto do irmão. François (Francisco) - morreu ainda em tenra idade. Haveria ainda duas irmãs, que nasceram do segundo casamento de Gérard. Uma chamou-se Marie (Maria) e iria também viver em Genebra. Da outra irmã sabe-se pouco. João Calvino nasceu em 10 de julho de 1509, nos últimos anos do reinado de Luís XII. Frequentou inicialmente o "Collège des Capettes" em Nyon, onde adquiriu conhecimentos básicos de latim. Em 1 de janeiro de 1515 o rei Francisco I de França (François, roi des français), sucedeu a Luís XII. Inicialmente moderado em matéria de religião, a postura deste rei foi endurecendo ao longo do seu reinado, terminando na perseguição declarada aos protestantes. Pela Concordata de Bolonha, assinada no início do seu reinado, o papa Leão X concedia ao rei da França o direito a nomear os titulares dos rendimentos da igreja. Em contrapartida, o papa via reforçados os seus direitos sobre a Igreja em França.

QUEM FOI JOÃO CALVINO E O QUE ELE INFLUENCIOU

João Calvino (Noyon, 10 de julho de 1509 — Genebra, 27 de maio de 1564) foi um teólogo cristão francês. Calvino teve uma influência muito grande durante a Reforma Protestante, que continua até hoje. Portanto, a forma de protestantismo que ele ensinou e viveu é conhecida por alguns pelo nome calvinismo, embora o próprio Calvino tivesse repudiado contundentemente este apelido. Esta variante do protestantismo viria a ser bem sucedida em países como a Suíça (país de origem), Países Baixos, África do Sul (entre os africânderes), Inglaterra, Escócia e Estados Unidos. Nascido na Picardia, ao norte da França, foi batizado com o nome de Jehan Cauvin. A tradução do apelido de família "Cauvin" para o latim Calvinus deu a origem ao nome "Calvino", pelo qual se tornou conhecido. Calvino foi inicialmente um humanista. Nunca foi ordenado sacerdote. Depois do seu afastamento da Igreja católica, este intelectual começou a ser visto, gradualmente, como a voz do movimento protestante, pregando em igrejas e acabando por ser reconhecido por muitos como "padre". Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1536, onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se definitivamente num centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece até hoje uma figura central da história da cidade e da Suíça. Martinho Lutero escreveu as suas 95 teses em 1517, quando Calvino tinha oito anos de idade. Para muitos[quem?], Calvino terá sido para o povo de língua francesa aquilo que Lutero foi para o povo de língua alemã - uma figura quase paternal. Lutero era dotado de uma retórica mais direta, por vezes grosseira, enquanto que Calvino tinha um estilo de pensamento mais refinado e geométrico, quase de filigrana. Segundo Bernard Cottret, biógrafo francês de Calvino: "Quando se observa estes dois homens podia-se dizer que cada um deles se insere já num imaginário nacional: Lutero o defensor das liberdades germânicas, o qual se dirige com palavras arrojadas aos senhores feudais da nação alemã; Calvino, o filósofo pré-cartesiano, precursor da língua francesa, de uma severidade clássica, que se identifica pela clareza do estilo".

FELICIANO ASSINA COM MK MUSIC E LANÇARÁ CD SERTANEJO "AMO SERTANEJO E MEU SONHO É GRAVAR COM ESSA PEGADA", DIZ O PASTOR, QUE TEM RAYSSA & RAVEL COMO INFLUÊNCIA POR TIAGO ABREU

A presidente da gravadora carioca MK Music, Yvelise de Oliveira, anunciou nesta sexta-feira (22) a assinatura de um contrato para distribuição digital de livros, álbuns, além da gestão do canal no YouTube do pastor e cantor Marco Feliciano. “Pr. Marco Feliciano acaba de assinar contrato com a MK Music para distribuição digital de seus livros, CDs, mensagens e gestão de seu canal. Estamos muito felizes em tê-lo agora na #familiaMK”, disse Yvelise.O pastor-cantor anunciou que gravará um disco sertanejo. “Estou estudando o repertório. Eu amo sertanejo e meu sonho é gravar um CD com essa pegada. Aprendei a gostar com o meu avô e algumas referências são Rayssa & Ravel, Os Levitas e André e Felipe”, adiantou, em entrevista cedida ao Pleno.News. Colega de partido, o deputado Arolde de Oliveira (PSC-RJ) comentou a contratação. “Ele já é reconhecido, tem um espaço muito grande na mídia. Agora, junto à MK, naturalmente, será uma adição com bastante sinergia, onde a soma de dois mais dois dará, no mínimo, cinco”, afirmou. “A MK é uma grande empresa que trouxe competência para o gospel brasileiro, trouxe produtividade e mais, trouxe profissionalização, que era o que faltava no nosso meio. Eu espero somar com vocês”, comentou Marco. Marco Feliciano, fora de suas atividades como pastor, foi responsável pela gravação de três álbuns. “Era um sonho de criança. A vontade de Deus era que eu fosse pregador, mas eu tinha o desejo de ser cantor. Consegui realizar as duas coisas”, confessou. “O Marco Feliciano pastor é mais mito do que um ser humano. Eu não tenho muito tempo, então pastoreio os meus pastores. Eu sou um evangelista. Posso dizer que sou o mais atuante evangelista da história das Assembleias de Deus do Brasil. Eu prego há 30 anos e já estive em mais de 80 países e 4 mil cidades no Brasil”, listou o pastor e cantor.

BRUNA MARQUEZINE FALA SOBRE FÉ: “COMECEI A BUSCAR A DEUS SOZINHA” ATRIZ DIZ QUE TEVE ENCONTRO COM DEUS EM CÉLULA DE IGREJA POR JARBAS ARAGÃO

A atriz Bruna Marquezine deu uma entrevista para o canal de Fernanda Souza no Youtube. Ao participar do quadro #50fatos, ela falou sobre vários assuntos, incluindo seu relacionamento com Deus. No ano passado, as duas já haviam divulgado que frequentavam uma célula da igreja Sara Nossa Terra. Na entrevista publicada nesta sexta-feira no site de vídeos, Bruna contou que nasceu em uma família cristã e desde criança ouvia falar sobre Deus. Ela frequentava a igreja com os pais, mas só foi ter um “encontro” pessoal com Deus nas reuniões de jovens. “Eu criei um relacionamento com Ele, por que Deus é relacionamento, um pouco mais velha. Você conhece, mas até você ter as suas experiências com ele…”, divagou. Contando um pouco de sua infância, quando estudava em uma escola cristã, diz que naquela época tudo mudou. “Comecei a buscar a Deus sozinha, sem meus pais. Comecei a ler a Bíblia, coisa que eu nunca tinha feito”, ressalta. A atriz ressaltou que mudou sua vida espiritual depois que começou a participar da célula, onde sentiu pela primeira vez a presença de Deus. Afirmando que hoje é uma pessoa de “muita fé”, evitou dar detalhes sobre sua postura pública, que muitas vezes não está de acordo com os preceitos bíblicos.

23 DE SETEMBRO: MAIS UMA PREVISÃO EXAGERADA E SEM FUNDAMENTO NÃO VOS COMPETE CONHECER TEMPOS OU ÉPOCAS QUE O PAI RESERVOU PARA SUA EXCLUSIVA AUTORIDADE. POR ORLANDO MARTINS

Acerca dos sinais dos últimos dias, devemos ser cuidadosos com os exageros teológicos e com a escatologia midiática, já que, infelizmente, alguns pastores e pregadores têm afirmado que o sinal astronômico de 23 de setembro pode ser o sinal derradeiro da volta de Jesus ou até mesmo o próprio arrebatamento da igreja, no entanto, como eles podem afirmar isso, se a própria Bíblia se cala diante de tal afirmativa? “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade.” – At 1:7.É interessante porque na Bíblia, não se permite falar em datas ou tempos, entretanto, alguns estão afirmando que no dia 23 de setembro, pode acontecer o arrebatamento da igreja ou o início da grande tribulação, baseados no texto de Apocalipse 12:1-6, onde em uma interpretação forçada e fora de contexto, estes afirmam que a mulher vestida de sol, e que as doze estrelas são uma alusão a um sinal astronômico que irá acontecer no próximo dia 23. Entretanto, analisando com cuidado o texto de Apocalipse 12, fica claro e evidente que a mulher vestida do sol é Israel, a coroa com 12 estrelas são as 12 tribos de Israel, o filho que foi perseguido é Jesus, ou seja, este é um texto de cunho histórico e escatológico, e que não tem nada haver com um sinal astronômico, portanto, o texto de Apocalipse 12, não possui relação com o acontecimento climático ou astronômico de 23 de setembro. Acerca da interpretação correta de Apocalipse 12, é importante observar a opinião de alguns especialistas em interpretação bíblica:De acordo com o pastor e teólogo assembleiano Ciro Sanches Zibordi: “Não há dúvida, à luz de um conjunto probatório, de que aquela mulher representa Israel.” [1] Já o doutor Uwe Wegner, teólogo luterano afirma que: “Segundo 12.1, a mulher está “vestida de sol”, tem “a lua debaixo dos pés” e uma “coroa de 12 estrelas na cabeça”. Isso pode ser uma referência ao texto de Gn 37.9-11. Ali sol,lua e estrelas simbolizam pai, mãe e irmãos de José, na verdade, todo o Israel da época. No Antigo Testamento, a mulher em dores de parto – a filha de Sião – representa seguidamente a cidade de Jerusalém ou seus habitantes, o povo de Israel ( Cf. Is 1.8;66.5-9;Jr 4.31; Mq 4.9-10”.[2] Sendo assim, o texto de Apocalipse 12 não tem nada haver com o acontecimento climático ou astronômico de 23 de setembro, mas, sim com os acontecimentos bíblicos e escatológicos, ou seja, este tema não passa de mais um exagero escatológico, como tantos outros que foram registrados. Como nos tempos da Igreja Primitiva, quando os membros da Igreja de Tessalônica iam para o teto de suas casas vestidos de branco próximo da meia noite para esperar Jesus voltar, outros na mesma localidade não queriam mais nem trabalhar acreditando que Jesus estava voltando. Recentemente no século passado, alguns pastores desencorajavam seus membros a estudarem, pois afirmavam categoricamente que Jesus estava voltando e que o estudo seria algo desnecessário, já outros demonizavam tudo e sem nenhum tipo de cuidado bíblico, ficavam apontando tudo como sinal dos últimos dias. Quando lembro deste tema, logo me vêm à mente o código de barras e a Antiga União Soviética, pois muitos diziam que este código era o número da besta e que a URSS, seria o berço do anticristo! Detalhe, hoje a União Soviética nem existe mais e o código de barras, é usado por todos. “Desta feita, quando expomos algo, como sendo sinal dos últimos dias, temos que ser muito equilibrados e cuidadosos, ou nos esquecemos daquele famoso “versículo”, que nem na Bíblia está escrito, mas, muitos pregadores ensinaram como verdade absoluta:” Ao mil passará, mas, ao dois mil não chegará”. Irmãos, já estamos em 2017! Creio piamente nos sinais da volta de Jesus, entretanto devemos evitar tanto o fanatismo como a indiferença, pois o ensino sobre a vinda de Jesus além de confrontador é muito atual, pois realmente um dia Cristo voltará e cabe a cada um de nós sermos vigilantes: “Vigiai e orai” (Mt. 26:41). Ao invés de estar preocupado, estejamos preparados, independente se Jesus voltar este ano, ou daqui à 80 anos, o que realmente importa é que em breve Jesus voltará, mas, ninguém pode precisar nem o dia e nem a hora. Desta feita, devemos viver uma vida equilibrada e digna de um modelo cristão, enfim, não devemos estar preocupados, mas preparados! [1] Quem é a mulher vestida do sol, em Apocalipse 12? . Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2017. [2] WEGNER, Uwe e VOIGT, Emilio. Série Educação Cristã contínua. Apocalipse manual de estudos. Editora Sindodal. São Leopoldo, 2013.

ANUNCIAR 23 DE SETEMBRO COMO FIM DO MUNDO É VERGONHA PARA OS CRISTÃOS, PROTESTA PASTOR “OS CRISTÃOS DEVERIAM TER CUIDADO AO VER ESSAS DECLARAÇÕES SENSACIONALISTAS”, ASSEVERA. POR JARBAS ARAGÃO

Ed Stetzer é um influente pastor batista, autor de vários livros e responsável por pesquisas da Lifeway Reasearch. Acostumado a avaliar a imagem pública dos evangélicos, ele está contrariado com espaço destinado ao tema na mídia nas últimas semanas. Diferentes jornais e sites dedicaram espaço para falar sobre as profecias que ligam o dia 23 de setembro com o arrebatamento e o fim do mundo. Em diversos desses órgãos de comunicação, as generalizações davam a entender que essa era uma crença de todos os evangélicos. Para Stetzer, o “numerólogo cristão” David Meade que vem anunciando há cerca de um ano que o sinal de Apocalipse 12 estará visível nos céus neste sábado, é um impostor. Primeiramente, lembra o pastor, a numerologia citada por Meade não é bíblica. Além disso, apontar para o eclipse que ocorreu nos Estados Unidos, bem como os furacões que passaram pelo Caribe nos últimos dias é fantasioso, pois o continente americano sequer é mencionado na Bíblia. Além disso, o argumento de Meade é baseado na crença de uma possível colisão da Terra com Nibiru ou “Planeta X” não se sustenta, uma vez que a NASA reiteradas vezes garantiu que esse corpo celeste sequer existe.“Toda vez que previsões sobre o fim do mundo aparecem na mídia, é importante que nos perguntemos se isso irá contribuir com discussões úteis e significativas sobre o final dos tempos. Claro que a resposta na maioria das vezes é não”, escreveu Stetzer. Ele acredita que esse tipo de argumentação, defendida por alguns pastores em sermões que podem ser assistidos na internet, são “uma vergonha para os cristãos e uma distorção da Palavra de Deus”. Para Stetzer, é triste ver a maneira como o assunto vem sendo tratado. “Não podemos acreditar em tudo que a mídia está gritando em nossos ouvidos, devemos pensar cuidadosa e criticamente sobre tudo que lemos na internet […] Não há nada concreto sugerindo que o dia 23 de setembro seja um momento importante para a profecia bíblica. Os cristãos deveriam ter cuidado ao ver essas declarações sensacionalistas”, disparou.A preocupação de Stetzer se mostra justificável quando sites do mundo todo, inclusive no Brasil, vem abordando o assunto nos últimos dias. Com informações CBN

ANUNCIAR 23 DE SETEMBRO COMO FIM DO MUNDO É VERGONHA PARA OS CRISTÃOS, PROTESTA PASTOR “OS CRISTÃOS DEVERIAM TER CUIDADO AO VER ESSAS DECLARAÇÕES SENSACIONALISTAS”, ASSEVERA. POR JARBAS ARAGÃO

Ed Stetzer é um influente pastor batista, autor de vários livros e responsável por pesquisas da Lifeway Reasearch. Acostumado a avaliar a imagem pública dos evangélicos, ele está contrariado com espaço destinado ao tema na mídia nas últimas semanas. Diferentes jornais e sites dedicaram espaço para falar sobre as profecias que ligam o dia 23 de setembro com o arrebatamento e o fim do mundo. Em diversos desses órgãos de comunicação, as generalizações davam a entender que essa era uma crença de todos os evangélicos.Para Stetzer, o “numerólogo cristão” David Meade que vem anunciando há cerca de um ano que o sinal de Apocalipse 12 estará visível nos céus neste sábado, é um impostor. Primeiramente, lembra o pastor, a numerologia citada por Meade não é bíblica. Além disso, apontar para o eclipse que ocorreu nos Estados Unidos, bem como os furacões que passaram pelo Caribe nos últimos dias é fantasioso, pois o continente americano sequer é mencionado na Bíblia. Além disso, o argumento de Meade é baseado na crença de uma possível colisão da Terra com Nibiru ou “Planeta X” não se sustenta, uma vez que a NASA reiteradas vezes garantiu que esse corpo celeste sequer existe.“Toda vez que previsões sobre o fim do mundo aparecem na mídia, é importante que nos perguntemos se isso irá contribuir com discussões úteis e significativas sobre o final dos tempos. Claro que a resposta na maioria das vezes é não”, escreveu Stetzer. Ele acredita que esse tipo de argumentação, defendida por alguns pastores em sermões que podem ser assistidos na internet, são “uma vergonha para os cristãos e uma distorção da Palavra de Deus”. Para Stetzer, é triste ver a maneira como o assunto vem sendo tratado. “Não podemos acreditar em tudo que a mídia está gritando em nossos ouvidos, devemos pensar cuidadosa e criticamente sobre tudo que lemos na internet […] Não há nada concreto sugerindo que o dia 23 de setembro seja um momento importante para a profecia bíblica. Os cristãos deveriam ter cuidado ao ver essas declarações sensacionalistas”, disparou. A preocupação de Stetzer se mostra justificável quando sites do mundo todo, inclusive no Brasil, vem abordando o assunto nos últimos dias. Com informações CBN.

A REVOLUÇÃO ANTICRISTÃ A ILÓGICA DO MOVIMENTO ESQUERDISTA. POR RENAN ALVES DA CRUZ

Equacione estes dados: Grupos extremistas islâmicos assassinam e barbarizam cristãos como forma de expressão religiosa.Em nome da “tolerância”, intelectuais e militantes de esquerda manifestam apoio aos islâmicos, mediante alegação de terem sua cultura desrespeitada pelo ocidente judaico-cristão. Intelectuais e militantes de esquerda acusam o cristianismo de intolerância e mobilizam maneiras de destruí-lo, impedindo algumas de suas manifestações religiosas e filosóficas. Grande parte dos países islâmicos, apoiados pelos progressistas, executam sumariamente homossexuais e mulheres que se insurgem contra a autoridade masculina.Os intelectuais e militantes de esquerda, no entanto, acusam apenas o cristianismo de homofóbico e machista. Seria de se considerar, a julgar por tais reações, que maior crime contra a dignidade humana de um homossexual é cometido quando se considera o ato homossexual pecaminoso, sem que ele seja proibido, impedido ou coagido, do que quando se estabelece por decreto que praticar atos homossexuais resultará em execução por enforcamento ou degolação. A execução de cristãos, para os envolvidos nos circuitos de debates meio intelectuais, meio de esquerda, não passa de um efeito colateral desagradável, mas justificado pelo ódio fomentado pelo Ocidente bem fornido e seu aliado Israel contra o pacífico e recatado muçulmanismo. Mais ovos quebrados para a omelete da causa multicultural. Alguns limões espremidos para a limonada do mundo mais igualitário. A sugestão, ademais, de que os países cristãos procurem proteger-se da Vingança Do Profeta é rechaçada de imediato. Coisa de fascistas. Métodos da direita intolerante que se recusa a colocar-se à mercê dos seus carrascos. E o professor escolar, enchido até as tampas de doutrinação politicamente correta, ensinará ao alunado as normas contraditórias deste novo método em que homossexualidade e islamismo são expressões evoluídas, esperadas e bem vindas, ainda que incongruentes, na medida em que um deles é educado a assassinar o outro. Logo teremos a nova construção do jardim de ideias da bolha esquerdista, e haja contorcionismo retórico para explicar ao futuro muçulmano homossexual do Ocidente que ele não deve executar a si mesmo.

“HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA”, AFIRMA MARCO FELICIANO “A ESQUERDA MENTE DELIBERADAMENTE ACERCA DE TUDO”, ATACOU O DEPUTADO-PASTOR POR TIAGO ABREU

Valendo-se das polêmicas em torno da decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho em permitir terapias em torno de orientações sexuais, popularmente conhecida como “cura gay”, Marco Feliciano (PSC-SP) fez críticas em um discurso na Câmara. Incrédulo pela repercussão negativa do caso, Feliciano disparou: “Eu venho aqui, senhor presente, registrar o meu repúdio à ação de censura promovida pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), por membros do PSOL e por ativistas LGBT ao trabalho de um profissional da Justiça”, criticou. A principal crítica feita pelo deputado-pastor é em torno do espectro político de esquerda. “Comunistas e psolistas agem com mau caratismo, canalhice pura e desonestidade intelectual. Fizeram o mesmo comigo em 2013, mas eu sobrevivi”, afirmou. “Desinformação, senhor presidente. Psicólogo é médico? Respondo: Psicologia não é medicina, o psicólogo não estuda medicina. Portanto, não é médico. Homossexualidade é doença? Não, não é doença. É apenas um fenômeno de comportamento”, acrescentou. O pastor, em seguida, proferiu mais críticas ao termo “cura gay”. “Até quando nós vamos cair na malha da mentira da esquerda que diz que houve uma ditadura no Brasil quando houve o regime militar? Que diz que Lula é um santo quando é réu pela sétima vez? Nós não podemos mais nos calar diante disso”.Feliciano valeu-se do relato de uma fiel de sua igreja para justificar suas visões. “Ela estava atendendo uma pessoa. E ela, por causa daquela confusão, recebeu ameaças do Conselho de Psicologia do seu estado dizendo se ela continuasse com aquele tipo de sessões das pessoas ela simplesmente perderia o seu CRC”. “Com medo de perder o seu emprego, deixou de atender o rapaz. Dois meses depois o rapaz se matou. Ouçam-me, senhoras e senhores: Dois meses depois o rapaz se matou”, enfatizou. Marco, em seguida, falou sobre o que percebe como terapia nestes casos. “Pessoas que têm problemas com a sua orientação sexual sofrem retaliação na família e na sociedade. E se não puderem falar com psicólogo, que é o profissional que pode ouvi-los, eles vão falar com quem?”, questionou. “Não existe cura para aquilo que não é doença. Homossexualidade não é doença. Então pare com essa ladainha, com essa mentira de dizer que existe um grupo de pessoas com preconceito contra homossexualidade”, finalizou. Assista:

RECHAÇAR IDEOLOGIA DE GÊNERO NÃO É HOMOFOBIA, MAS SIM BIOLOGIA, GARANTE ESPECIALISTA PAMELA PUPPO É DOUTORA EM BIODIVERSIDADE, GENÉTICA E EVOLUÇÃO POR JARBAS ARAGÃO

A doutora em biodiversidade, genética e evolução, Pamela Puppo é peruana e defendeu sua posição em um artigo no jornal Posición que teve grande repercussão e foi traduzido para outras línguas. Assim como no Brasil, o Peru vem debatendo amplamente a chamada ideologia de gênero e sua influência sobre a sociedade moderna. “Não aceitar ideologia de gênero não é discriminação, não é ser intolerante nem homofóbico, é simplesmente biologia”, escreveu a especialista. Puppo lembra que são os cromossomos que determinam o desenvolvimento físico dos fetos. “Se for menina XX; menino é XY”, pontua.A doutora diz que “isto não é discriminação, é simplesmente biologia. Isto não é homofobia, pois todos os seres humanos têm o direito de colocar quem quisermos na nossa cama”. Mas ela diz se incomodar com os pressupostos comumente apresentados pelos que defendem a ideologia de gênero. A ideologia não pode se sobrepor à biologia, diz ela, enfática. “Esta ideologia é uma corrente de pensamento, não uma teoria científica, muito menos uma evidência científica, sustenta que os seres humanos são ‘neutros’ quando nascemos e podemos escolher se queremos ser homens, mulheres, ou uma combinação de ambos quando crescemos. Mas o sentimento não supera a natureza”. A doutora não ignora que existe uma condição psicológica a ser considerada. As pessoas que acreditam que não têm o sexo correto, sofrem de uma síndrome chamada ‘disforia de gênero’. “Não entrarei em casuísticas, basta dizer que essas pessoas devem ser respeitadas, amadas e acompanhadas”, diz Puppo. A especialista diz lutar pelo tratamento igualitário entre homens e mulheres, mas “a igualdade não é conquistada negando as nossas diferenças sexuais, a igualdade é alcançada por meio do respeito das diferenças de cada sexo e o que cada sexo contribui para a sociedade”.

TRAVESTI DEFENDE SEU DIREITO DE ENCARNAR O PAPEL DE CRISTO RENATA CARVALHO AFIRMA: “QUEM NOS ATACA NÃO LEU A BÍBLIA, PORQUE JESUS ESTAVA DO LADO DOS EXCLUÍDOS”. POR JARBAS ARAGÃO

A grande polêmica envolvendo a peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” já tem um ano. Passando por diversas cidades do país, gerou repulsa e protestos em várias delas, pois a representação é visto como blasfêmia. Revoltando católicos e evangélicos, Cristo é interpretado por Renata Carvalho, uma atriz travesti. “Eu sou travesti. Os meios de comunicação, aliás, evitam a palavra travesti: preferem me chamar de trans. Mas não sou trans. Eles usam esse termo para higienizar. E é isto que nós, artistas travestis, queremos: um papel que nos represente”, afirmou ela à Veja.Dizendo não ter religião, explica que sua espiritualidade mistura elementos de cristianismo, espiritismo e macumba. Para viver Jesus no palco, Renata diz que mergulhou de cabeça no personagem. “A vida de Jesus é um assunto que me agrada, sempre pesquisei o tema religião. Li a Bíblia, biografias e livros sobre a época em que ele viveu”, explica. Insistindo que recebe apoio de todos que assistem o espetáculo, inclusive cristãos, reclama do que chama de “ataques de ódio baseados em fundamentos religiosos que não têm sentido”. A atriz lamenta as ameaças de morte que recebeu pela internet e manda um recado aos opositores “Quem nos ataca não leu a Bíblia, porque Jesus estava do lado dos excluídos”. A peça foi cancelada em Jundiaí, interior de São Paulo, onde uma advogada conseguiu impedir a apresentação na Justiça. Mas a tour continuará, com a próxima para em Porto Alegre. Os produtores sabem que um advogado gaúcho já entrou na Justiça para cancelar a apresentação, mas o pedido foi negado.